José João, 27 anos, branco, engenheiro civil, procedente do Recife, procurou serviço de pronto-atendimento por apresentar febre alta (40oC), astenia intensa e dores pelo corpo por cerca de 18 horas. Queixava-se ainda de dor de cabeça, náuseas e vômitos (2 episódios). Ao exame físico, es-tava com regular estado geral, hidratado, acianótico, anictérico, bem perfundido, pulsos cheios, afe-bril. Foram notados pontos vermelho-arroxeados no dorso do pé e face anterior da perna direitos, antebraço esquerdo e mucosa conjuntival. Ausculta cardiorrespiratória normal (FR: 25 ipm; FC: 120 bpm; PA: 120 x 70 mmHg). Consciente, orientado. Leve rigidez de nuca.
Quais foram os objetivos de aprendizagem mesmo?
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1- Diagnóstico diferencial da Meningococcemia ( no caso)
ResponderExcluir2-Refazer o fluxograma do caso
3-Revisar classificação de Sepse
Obs.: fora estudar o caso e Meningococcemia
acho que é isso.
o/
OK, Mário. O primeiro e o terceiro são fáceis. O segundo, nem tanto...
ResponderExcluirQuem pode agora destacar o que chama mais atenção no caso, como fizemos em sala de aula?
1- Pontos vermelho-arroxeados no dorso do pé e face anterior da perna direitos, antebraço esquerdo e mucosa conjuntival;
ResponderExcluir2-regular estado geral, febre alta (40oC), astenia intensa e dores pelo corpo;
3-FR: 25 ipm; FC: 120 bpm;
4-Leve rigidez de nuca;
OK, este pequeno resumo serve para guiarmos nos diagnósticos diferenciais. Na verdade, há poucos quadros, fora meningococcemia, que cursam com o mesmo quadro.
ResponderExcluirQuem pode dizer pelo menos um?
E se for meningococcemia, como podemos explicar todas essas manifestações?
Febre Purpúrica Brasileira - Doença infecciosa aguda que cursa com manifestações que seguem certa cronologia, em curto espaço de tempo: inicia com febre alta (acima de 38,5ºC), taquicardia, erupção cutânea macular difusa, tipo petéquias, púrpuras e outras manifestações hemorrágicas, e hipotensão sistólica. Do ponto de vista clínico a grande diferença é que a FPB apresenta história de conjuntivite dentro dos 15 dias precedentes ao início da febre e não há evidência de comprometimento meníngeo.
ResponderExcluirOs companheiros de tranalho de José João devem fazer a quimioprofilaxia? Com que droga?
ResponderExcluirDepende do grau de contato que ele tem com esses companheiros. O simples convívio social não seria indicativo de quimioprofilaxia, mas se eles dividem o mesmo copo, por exemplo, seria indicativo sim.
ResponderExcluirA quimioprofilaxia seria com rifampicina.
O que é que tem o copo a ver? Onde está estabelecido isso?
ResponderExcluirÉ só um exemplo. Pois, só é necessário fazer profilaxia em pessoas que tiveram contato íntimo com o paciente. Gostaria de saber se algum dos colegas de trabalho teve contato íntimo.
ResponderExcluirO que é contato íntimo?
ResponderExcluirProfessor, eu tenho essa dúvida. Eu acho que seria contato de gotículas salivares, por exemplo. Por isso, dei o exemplo de usar o mesmo copo.
ResponderExcluirPois é... E aí? Você vai perguntar para o colega de trabalho de José João: "o senhor teve algum contato íntimo com José João? Tipo gotículas salivares?" ;-)
ResponderExcluirhehehe..acho que você deve perguntar se eles conversam próximos, se eles se comprimentam com beijo..eu sinceramente não sei como saber.
ResponderExcluirAntonieta e demais, há uma definição de contato íntimo bem ao alcance de vocês!
ResponderExcluirProcurem!
Professor,
ResponderExcluirO que eu achei foi que contato íntimo nesse caso seria o contato de pessoas com a saliva do paciente, mas não achei nenhuma definição melhor.
Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde.
ResponderExcluirPelo guia contato íntimo seria: moradores do mesmo domicílio, indivíduos que compartilham o
ResponderExcluirmesmo dormitório, comunicantes de creches e pessoas diretamente expostas às secreções
do paciente.
E os colegas de trabalho?
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