Alípio, 38 anos, preto, casado, técnico de enfermagem, dá entrada em serviço de pronto-atendimento por apresentar episódio de “desmaio” durante o trabalho, há 6 horas. Recuperou a consciência, mas nada recorda do episódio. Seus colegas de trabalho indicam que foi uma con-vulsão. Vem se queixando de cefaléia ocasional e febre irregular há 3 meses. Há 4 semanas a cefaléia vem aumentando de intensidade, sem melhora com os analgésicos que antes faziam efeito. Às vezes fica com a visão dupla. A febre tornou-se diária e ultrapassa 39ºC com freqüên-cia. Ao exame, apresenta-se febril (38,7ºC), consciente, orientado. Pupilas isocóricas, fotorrea-gentes. Sem déficits motores. Bloqueio de nuca terminal. Sinal de Brudzinski discutível.
Exames complementares:
Hemograma:
- Hb: 10,5 g/dL; Ht: 31%;
- Leucócitos: 3.200/mcL (bastões: 2%; segmentados: 68%; eosinófilos: 6%; linfócitos típicos: 18%; linfócitos atípicos: 0; monócitos: 6%);
- Plaquetas: 75.000/mcL.
RX tórax: lesão macronodular em terço médio do pulmão direito;
LCR (punção suboccipital):
- Pressão 25 mmHg; Aspecto: turvo;
- Leucócitos: 320 células/mcL (mononucleares: 60%; polimorfonucleares.: 40%);
- Glicose: 10 mg/dL; proteínas: 220 mg/dL;
- Bacterioscopia: negativa;
Tomografia computadorizada do crânio: normal.
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Alípio é casado há 8 anos e tem dois filhos de 7 e 5 anos. Qual a chance da esposa e filhos serem soropositivos?
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